Os dados não mentem: no Jogo 1, os Lakers permitiram que os Timberwolves tentassem 42 arremessos de três pontos sem marcação — e eles acertaram 21.

Na primeira rodada dos playoffs contra o Minnesota Timberwolves, o Los Angeles Lakers mostrou certa força no perímetro, mas foi completamente ofuscado pela artilharia de três pontos dos Wolves.
Segundo Keith Smith, os Timberwolves acertaram 21 de 42 arremessos de três pontos, com incríveis 50% de aproveitamento — e mais chocante ainda foi a qualidade desses arremessos: 27 foram classificados como “grandes espaços livres”, 15 como “livres”, e nenhum deles teve contestação defensiva.
Ou seja, os Timberwolves não só estavam com a mão quente, como também tiveram liberdade total para arremessar. A defesa dos Lakers simplesmente não existiu no perímetro. A cada ataque, os Wolves encontravam espaços em todos os cantos da quadra, especialmente nos cantos, onde arremessadores como Jaden McDaniels, Naz Reid e Nickeil Alexander-Walker brilharam.
A raiz do colapso defensivo dos Lakers veio do excesso de ajuda na marcação no garrafão. Anthony Edwards e Mike Conley atacaram com força o interior, o que gerou um efeito dominó: múltiplos defensores dos Lakers corriam para fechar o garrafão, mas sem fazer a rotação correta, deixando os chutadores completamente livres. Os Timberwolves giravam bem a bola, e a defesa de Los Angeles parecia sempre perdida.
Tudo isso começou com problemas no ataque. Luka Dončić e Austin Reaves foram batidos com facilidade no perímetro, e uma vez que o primeiro defensor caía, o sistema desmoronava: ajuda no garrafão, colapso nas alas, bola girando até encontrar um arremesso limpo no canto. Repetidamente.
Os defensores dos Lakers ou não entenderam seus papéis, ou falharam na execução. Apenas no primeiro quarto, Minnesota acertou seis bolas de três em grande espaço livre, já impondo o ritmo do jogo. Ao todo, os Lakers sofreram 117 pontos, mas os 63 pontos vindos de bolas de três foram o golpe fatal.
Mais preocupante ainda é que os Wolves não estavam apenas com sorte — eles construíram arremessos de alta qualidade diante de uma defesa hesitante e mal organizada. Os Lakers não podem esperar que o adversário simplesmente esfrie. Eles precisam interromper essas jogadas. Isso exige mais pressão na bola, trocas bem coordenadas e uma ajuda defensiva disciplinada.
A comunicação precisa melhorar. Em várias posses, os Lakers pareciam sem saber o que fazer — três jogadores perseguiam a bola, enquanto dois arremessadores ficavam completamente livres. Nos playoffs, esse tipo de confusão é fatal.
Ficou claro que o plano dos Lakers era proteger o garrafão e tentar frear as infiltrações explosivas de Edwards. Mas ao fazer isso, entregaram completamente a linha de três. Os Timberwolves aproveitaram esse presente — e cobraram caro.
Se os Lakers não melhorarem drasticamente sua defesa no perímetro, essa série pode acabar antes mesmo de começar de verdade. O número “42” não só vai assombrá-los — pode selar o fim da temporada. Espera-se que o time faça ajustes para o Jogo 2, especialmente nas trocas defensivas e na comunicação. Porque uma coisa é certa: se eles permitirem outros 42 arremessos de três livres, o voo para Cancún virá antes do esperado.
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